MARCO ANTONIO CECCHINI – DEPOIMENTO – ITA – CTA
20 de julho de 2022Nascido na cidade de Paris, França, em 13 de junho de 1924. Marco Antonio Guglielmo Cecchini veio para o Brasil com a família ainda com 3 anos de idade. Até chegar em São José dos Campos em 1953, morou em Olímpia, Jaboticabal e São Paulo.
Com longa trajetória voltada a carreira acadêmica, Professor Cecchini, como é conhecido, teve uma longa e importante história no ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica).
Sua trajetória no ITA envolve 7 anos de docência, até chegar a Reitoria, cargo que ocupou de novembro de 1960 a julho de 1965. Em seguida foi Chefe de Departamento de Química, Chefe de Divisão Fundamental, Vice-Reitor (1973 a 1976) e Chefe da Divisão de Pós-Graduação (1986 a 1994). Fora do ITA, também ocupou a chefia do Departamento de Física e Química da Faculdade de Engenharia de Guaratinguetá, 1980-1981.
No período em que foi Reitor do ITA introduziu a pós-graduação, posteriormente batizada por “stricto sensu”, que serviu de modelo para toda a pós-graduação brasileira de todas as áreas do conhecimento. Para isso participou das negociações com a “Agency for International Development” do Governo Americano, para o financiamento da missão de 14 professores da Universidade de Michigan no corpo docente do ITA. Instalou o curso de engenharia mecânica no ITA. Negociou auxílio com a “Ford Foundation” para adquirir e instalar o primeiro computador utilizado no ensino da engenharia no Brasil (1962).
Professor Cecchini também prestou várias assessorias.
Foi membro da Comissão de Ensino de Engenharia do Ministério da Educação e Cultura de 1972 a 1980 e de 1984 a 1986.
Membro do Conselho de Curadores encarregado de instalar a Universidade Federal de São Carlos e da comissão encarregada de instalar a Faculdade de Engenharia de Guaratinguetá (hoje pertencente à UNESP), além 38 comissões de credenciamento de cursos, faculdades e universidades.
Foi assessor da FAPESP, do CNPq, do MCT, do PADCT e do Governo do Estado de São Paulo, em assuntos de química, química fina, materiais, tempo integral e de educação e ensino. Membro e, em alguns casos presidente, de 31 bancas de concursos de docentes e de 31 bancas de teses de mestrado e de doutorado. Foi coordenador do II Encontro Nacional de Corrosão (1973) e Vice-Presidente do VII Congresso Internacional de Corrosão Metálica (1978).
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