TROVAS E VERSOS DO CALANGUEIRO ERNESTO VILLELA

20 de julho de 2022 0 Por Canal do Youtube (Parceiro)



Ernesto Villela nasceu em São José dos Campos, em 24 de agosto de 1916, no local chamado “mangueirão do Chico Pereira”, conforme afirmação de Alcemir Palma. O local é onde atualmente estão as instalações da antiga Tecelagem Paraíba. O pai, natural de Guaratinguetá era Antenor Sales Villela e a mãe chamava-se Maria José da Costa Villela. O pai de Ernesto chegou a estudar em um colégio salesiano, encaminhado pelos progenitores Major de Sales Villela e Maria Januária dos Reis Villela. Alcemir Palma não menciona, mas deduzimos que o pai de Ernesto deve ter estudado no Colégio São Joaquim de Lorena. Vindo residir em São José dos Campos, Antenor Villela foi cuidar da fazenda em que nasceria mais tarde Ernesto Villela e mais sete irmãos. Com a crise do café, assim como para muitos no Vale do Paraíba, a opção foi o gado leiteiro. O futuro calangueiro já atuava como tropeiro e além das atividades costumeiras, as tropas exerciam a função de mensageiros. Como a situação financeira piorava o pai de Ernesto vende a fazenda em 1940 para pagar dívidas. Ainda consegue adquirir uma chácara no Bairro de Santana.
A partir de então, Ernesto Villela passa a administrar outras fazendas em São José dos Campos, mas já havia desenvolvido o lado de cantor influenciado por Ana Rosa Alves Viana, avó materna, conhecida como Vó Sinhana. Conforme Alcemir, Ernesto Villela afirmava que “a grande herança deixada pela avó foi a facilidade com que fazia versos de improviso e cantava cana-verde, música dançante, em que os participantes ficam em roda e os cantores se desafiam por meio dos versos”. Em 1938, Ernesto contrai núpcias com Maria Luiza, resultando deste consórcio treze filhos. Não sabemos os nomes completos, mas segundo Alcemir todos tem o nome “Aparecido”, devido a uma promessa feita a Nossa Senhora Aparecida. A partir de 1949 conhece Terezinha Pereira de Oliveira, conhecida como Dona Tereza; à época já estava separada de Antônio Albano Pereira, com quem teve os filhos Maria Aparecida e Benedito José, Dez anos mais tarde, Ernesto deixa Maria Luiza e vai formar família com Dona Tereza, com quem teve os seguintes filhos: Alzira, Isabel, José Antenor, Maria José, Carlos Roberto, Jorge, Ofélia, Lucélia e Mário. Mesmo influenciado pela avó na cana-verde, Ernesto teve contato com o calango já em meados de 1940, desenvolvendo seus dons e iniciando sua própria carreira. Ao longo dos anos devido à habilidade, rara inteligência ao compor rimas e desafios, mereceu ser denominado Mestre Calangueiro.

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http://redescobrindoovale.blogspot.com/2014/12/o-mestre-do-calango.html